20170509 Curso Formação Conciliadores pan2

Um grupo de 48 magistrados e servidores está se preparando para viver sua primeira experiência prática em um mutirão de conciliação. Teve início, nessa segunda-feira (8), o módulo II do Curso de Formação e Capacitação de Conciliadores do TRT-2, promovido pela Escola Judicial (Ejud-2) em seu auditório, no Fórum Ruy Barbosa, em São Paulo-SP. Serão cinco encontros no total, somando 15 horas/aula.

A primeira aula, "Prática da Conciliação", foi proferida pela desembargadora Regina Maria Vasconcelos Dubugras. Ela apresentou um guia básico da conciliação qualificada no qual aponta os principais itens que devem ser levados em conta pelos futuros conciliadores nas sessões de conciliação. A preparação de um ambiente conciliatório; a exposição dos fatos e expectativas; e a construção de alternativas foram alguns dos pontos abordados.

"Esses participantes estão habilitados a fazer um estágio supervisionado na Semana Nacional de Conciliação Trabalhista, de 22 a 26 de maio", contou a desembargadora. "Será uma boa oportunidade para eles formarem um espírito crítico sobre o que poderá ser aprimorado no sistema permanente de conciliação".

Ainda para este ano, está previsto o módulo III, com aulas práticas com base na solução de problemas e na avaliação sobre o que foi aprendido no curso e em todo o estágio supervisionado (60h nos Cejuscs Sede, Sul e Leste).

Visitante do TRT-8

20170509 Curso Formação Conciliadores destaqueNa aula de segunda-feira (8), o TRT-2 recebeu a visita do desembargador do TRT da 8ª Região e diretor daquela Ejud, Gabriel Velloso Filho. Ele veio a São Paulo em busca de conhecimento para a instalação de um Cejusc local e para a montagem de cursos de conciliação no âmbito daquele regional. "Vim para aprender com a experiência do TRT-2, que é um centro de excelência no país", disse. A juíza Glenda Regine Machado, titular da 8ª Vara do Trabalho da Zona Sul (capital paulista), deverá representar o TRT-2 no âmbito do TRT-8 para compartilhar um pouco de sua experiência com a conciliação.

Segundo o desembargador, o TRT da 8ª Região tem sentido uma queda de cerca de 2% ao ano nos índices de conciliação, chegando atualmente a cerca de 31%. Os principais motivos, segundo ele, foram os impactos da crise econômica do país sentidos nos estados do Pará e Amapá e a habilidade para a conciliação não estar bem desenvolvida naquele tribunal.

Texto: Agnes Augusto; Fotos: Fernando Hauschild/Secom - TRT-2